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Pedrada Samba no Pe
 




Escrito por pedradasambanope às 17h26
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Samba no pe- danca,cultura, musica e curiosidades.

Nao precisa ter parceiro para o samba no pe. E claro que e muito divertido sambar
para o outro, e brincar com as pessoas ao redor, mas o samba no pe e uma danca para
voce mesmo, independente de quem esta a sua vouta.
E a traducao das batidas do samba no proprio corpo a apartir dos pes.
E tem na sua figura masculina do mestre sala seu expoente maximo e na femina, a passista. Serve p/ o samba-enredo e qualquer
samba rapido. Possui passos como miudinho.

Falando de samba no pe, nao temos como falar numa das maiores festas do mundo
o Carnal brasileiro e principalmente o do Rio de Janeiro.

A Festa  como objeto das ciências sociais, apresenta diversos aspectos já estudados e alguns problemas ainda por tratar; se não para solucioná-los, ao menos para colocar em evidência novos fatores.



Escrito por pedradasambanope às 17h25
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Conceito e origem. O carnaval é um conjunto de festividades populares que ocorrem em diversos países e regiões católicas nos dias que antecedem o início da Quaresma, principalmente do domingo da Qüinquagésima à chamada terça-feira gorda. Embora centrado no disfarce, na música, na dança e em gestos, a folia apresenta características distintas nas cidades em que se popularizou.


O termo carnaval é de origem incerta, embora seja encontrado já no latim medieval, como carnem levare ou carnelevarium, palavra dos séculos XI e XII, que significava a véspera da quarta-feira de cinzas, isto é, a hora em que começava a abstinência da carne durante os quarenta dias nos quais, no passado, os católicos eram proibidos pela igreja de comer carne.


A própria origem do carnaval é obscura. É possível que suas raízes se encontrem num festival religioso primitivo, pagão, que homenageava o início do Ano Novo e o ressurgimento da natureza, mas há quem diga que suas primeiras manifestações ocorreram na Roma dos césares, ligadas às famosas saturnálias, de caráter orgíaco. Contudo, o rei Momo é uma das formas de Dionísio — o deus Baco, patrono do vinho e do seu cultivo, e isto faz recuar a origem do carnaval para a Grécia arcaica, para os festejos que honravam a colheita. Sempre uma forma de comemorar, com muita alegria e desenvoltura, os atos de alimentar-se e beber, elementos indispensáveis à vida.

Período de duração. Os dias exatos do início e fim da estação carnavalesca variam de acordo com as tradições nacionais e locais, e têm-se alterado no tempo. Assim, em Munique e na Baviera (Alemanha), ela começa na festa da Epifania, 6 de janeiro (dia dos Reis Magos), enquanto em Colônia e na Renânia, também na Alemanha, o carnaval começa às 11h11min do dia 11 de novembro (undécimo mês do ano). Na França, a celebração se restringe à terça-feira gorda e à mi-carême, quinta-feira da terceira semana da Quaresma. Nos Estados Unidos, festeja-se o carnaval principalmente de 6 de janeiro à terça-feira gorda (mardi-gras em francês, idioma dos primeiros colonizadores de Nova Orleans, na Louisiana), enquanto na Espanha a quarta-feira de cinzas se inclui no período momesco, como lembrança de uma fase em que esse dia não fazia parte da Quaresma. No Brasil, até a década de 1940, sobretudo no Rio de Janeiro, as festas pré-carnavalescas se iniciavam em outubro, na comemoração de N. Sra. da Penha, crescia durante a passagem de ano e atingia o auge nos quatro dias anteriores às Cinzas — sábado, domingo, segunda e terça-feira gorda. Hoje em dia, tanto em Recife (Pernambuco), quanto em Salvador (Bahia), o carnaval inclui a quarta-feira de cinzas e dias subseqüentes, chegando, por vezes, a incluir o sábado de Aleluia.

Carnaval no Brasil. Nem um décimo do povo participa hoje ativamente do carnaval— ao contrário do que ocorria em sua época de ouro, do fim do século XIX até a década de 1950. Entretanto, o carnaval brasileiro ainda é considerado um dos melhores do mundo, seja pelos turistas estrangeiros como por boa parte dos brasileiros, principalmente o público jovem que não alcançou a glória do carnaval verdadeiramente popular. Como declarou Luís da Câmara Cascudo, etnólogo, musicólogo e folclorista, "o carnaval de hoje é de desfile, carnaval assistido, paga-se para ver. O carnaval, digamos, de 1922 era compartilhado, dançado, pulado, gritado, catucado. Agora não é mais assim, é para ser visto".

Entrudo. O entrudo, importado dos Açores, foi o precursor das festas de carnaval, trazido pelo colonizador português. Grosseiro, violento, imundo, constituiu a forma mais generalizada de brincar no período colonial e monárquico, mas também a mais popular. Consistia em lançar, sobre os outros foliões, baldes de água, esguichos de bisnagas e limões-de-cheiro (feitos ambos de cera), pó de cal (uma brutalidade, que poderia cegar as pessoas atingidas), vinagre, groselha ou vinho e até outros líquidos que estragavam roupas e sujavam ou tornavam mal-cheirosas as vítimas. Esta estupidez, porém, era tolerada pelo imperador Pedro II e foi praticada com entusiasmo, na Quinta da Boa Vista e em seus jardins, pela chamada nobreza... E foi livre até o aparecimento do lança-perfume, já no século XX, assim como do confete e da serpentina, trazidos da Europa.



Escrito por pedradasambanope às 17h24
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O Zé-Pereira. Em todo o Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos de Momo. O mais famoso tipo carioca foi um sapateiro português, chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores, em passeatas pelas ruas, como se fazia em sua terra. O zé-pereira cresceu de fama no fim do século XIX, quando o ator Vasques elogiou a barulhada encenando a comédia carnavalesca O Zé-Pereira, na qual propagava os versos que o zabumba cantava anualmente: E viva o Zé-Pereira/Pois que a ninguém faz mal./Viva a pagodeira/dos dias de Carnaval! A peça não passava de uma paródia de Les Pompiers de Nanterre, encenada em 1896. No início do século XX, por volta da segunda década, a percussão do zé-pereira cedeu a vez a outros instrumentos como o pandeiro, o tamborim, o reco-reco, a cuíca, o triângulo e as "frigideiras".

As fantasias. O uso de fantasias e máscaras teve, em todo o Brasil, mais de setenta anos de sucesso — de 1870 até início do decênio de 1950. Começou a declinar depois de 1930, quando encareceram os materiais para confeccionar as fantasias — fazendas e ornamentos –, sapatilhas, botinas, quepes, boinas, bonés etc. As roupas de disfarce, ou as fantasias que embelezaram rapazes e moças, foram aos poucos sendo reduzidas ao mais sumário possível, em nome da liberdade de movimentos e da fuga à insolação do período mais quente do ano.

E foram desaparecendo os disfarces mais famosos do tempo do império e início da república, como a caveira, o velho, o burro (com orelhões e tudo), o doutor, o morcego, diabinho e diabão, o pai João, a morte, o príncipe, o mandarim, o rajá, o marajá. E também fantasias clássicas da commedia dell’arte italiana, como dominó, pierrô, arlequim e colombina — de largo emprego entre foliões e que já não tinham razão de ser, depois que a polícia proibiu o uso de máscaras nos salões e nas ruas... Aliás, desde 1685 as máscaras ora eram proibidas, ora liberadas. E a proibição era séria, bastando dizer que as penas, já no século XVII, eram rigorosíssimas: um proclama do governador Duarte Teixeira Chaves mandava que negros e mulatos mascarados fossem chicoteados em praça pública, e brancos mascarados fossem degredados para a Colônia do Sacramento...

Mas, na década de 1930, muitas daquelas fantasias ainda eram utilizadas, inclusive com máscaras. Entre elas estavam as de apache, gigolô, gigolete, malandro (camiseta de listras horizontais, calça branca, chapéu de palhinha, lenço vermelho no pescoço), dama antiga, espanhola, camponesa, palhaço, tirolesa, havaiana, baiana.

Aos poucos, os homens foram preferindo a calça branca e a camisa-esporte, até chegar à bermuda e ao busto nu, mas isso só depois da década de 1950; as mulheres passaram às fantasias mais leves, atingindo, depois, o maiô de duas peças e alguns colares de enfeite, logo o biquíni, o busto descoberto etc.

Bailes de carnaval. O carnaval europeu começou, na rua, com desfiles de disfarces e carros alegóricos; e, em ambiente fechado, com bailes, fantasias e máscaras. O carnaval carioca, certamente o primeiro do Brasil, surgiu em 1641, promovido pelo governador Salvador Correia de Sá e Benevides em homenagem ao rei Dom João IV, restaurador do trono de Portugal. A festa durou uma semana, do domingo de Páscoa em diante, com desfile de rua, combates, corridas, blocos de sujos e mascarados. Outro carnaval importante foi o de 1786, que coincidiu com as festas para comemorar o casamento de Dom João com a princesa Carlota Joaquina. Mas o primeiríssimo baile de máscaras aconteceu em 22 de janeiro de 1840, no hotel Itália, no largo do Rocio, no mesmo local em que se ergueria depois o teatro e depois cinema São José, na praça Tiradentes, no Rio. A entrada custava dois mil réis, com direito à ceia.

No entanto, a voga dos bailes carnavalescos em casas de espetáculos só se generalizou na década de 1870. Aderiram à moda o teatro Pedro II, o teatro Santana, e aí até os estabelecimentos populares entraram na dança, no Skating Rink, o Clube Guanabara, o Clube do Rio Comprido, a Societé Française de Gymnastique, em teatros que se alinhavam ao lado dos bailes públicos, mas em área social selecionada.



Escrito por pedradasambanope às 17h23
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O carnaval se alastra: surgem "arrastados" em casas de família, bailes ao ar livre, bailes infantis e os pré-carnavalescos, bailes em circos, matinês dançantes. Afinal, certos bailes ganharam fama nacional e até internacional, realizados em grandes clubes, hotéis ou teatros: em 1908 houve o primeiro dos bailes do High-Life, que chegaram ao fim nos anos 40; em 1918 iniciou-se a tradição do baile dos Artistas, no teatro Fênix; em 1932, o primeiro grande baile oficializado, o do teatro Municipal, abriu caminho para muitos outros; e logo vieram os do Glória, Palácio Teatro, Copacabana Palace, Palace Hotel, Cassino da Urca, Cassino Atlântico, Cassino Copacabana, Quitandinha (em Petrópolis), Automóvel Clube do Brasil.

Em 1935, o Cordão dos Laranjas construiu um salão, em forma de navio, que "atracou" na Esplanada do Castelo, e ali se realizariam alguns dos mais alegres bailes de três ou quatro carnavais. E enquanto o Municipal iniciava concursos de fantasias de luxo (a princípio só femininas, e, depois dos anos 50, masculinas), os bailes que atraíam multidões eram os do Botafogo, Fluminense, Flamengo, Vasco da Gama, América. Bem familiares em suas primeiras versões, reunindo a sociedade abastada em trajes de gala, foram-se tornando cada vez menos bailes de fantasia. Já não se conseguia dançar, apenas pular, e à casaca e ao smoking juntavam-se o traje-esporte e o mulherio semidespido. E existiam os bailes gremiais como o das Atrizes, o Vermelho e Negro, o dos Pierrôs etc.

Banho de mar à fantasia. Nos bailes, as danças variavam, de polca, lundu e tanguinho a sambas, marchinhas, frevos, jongos e cateretês, com todos os participantes cantando, pulando e "fazendo cordão". Já nos banhos de mar à fantasia, porém, os foliões cantavam a plenos pulmões as músicas de sua preferência e também aquelas que eram divulgadas por discos e nos coretos municipais animados por bandas de música.

Os banhos de mar à fantasia criaram hábito no intervalo entre a primeira e a segunda Guerra Mundial. Os blocos e foliões trajavam fantasias de papel crepom e, após desfilarem nas praias, caíam na água, tingindo-a por horas, pois as fantasias de papel desbotavam fortemente. Havia, é claro, outro traje de banho, normal, sob aqueles carnavalescos e efêmeros.

Batalha de confete e corsos. O confete, a serpentina e o lança-perfume — os três elementos que, entre o início do século e a década de 1950 animaram o carnaval brasileiro de salão — também cooperaram para o maior êxito dos corsos que deram vida ao carnaval de rua. E neste, as batalhas de confete constituíam o momento culminante. A moda do corso, iniciada timidamente logo após a chegada dos primeiros automóveis, atingiria seus momentos de glória entre 1928 e a década de 1940. Consistia o corso numa passeata carnavalesca de carros de passeio conversíveis, de capota arriada, enfeitados de panos coloridos e bandeirolas, conduzindo famílias ou grupos de foliões que se sentavam não só nos assentos mas também sobre a capota arriada, sobretudo as moças fantasiadas de saias bem curtas, cantando ou jogando serpentinas e confetes nos pedestres, que se amontoavam nas beiras das calçadas para vê-las passar.

Essa gente motorizada brincava também com os ocupantes dos carros vizinhos e, por vezes, com os veículos rodando lentamente, emendavam o cortejo atirando montes de confete e milhares de metros de serpentina que enlaçavam os carros e se acumulavam no asfalto das avenidas a cada noite. O lança-perfume também era usado em profusão, enquanto a confraternização com os pedestres se ampliava não só através dos jatos de lança-perfume — o que abria caminho para conhecimentos mais íntimos, namoricos etc. — como também de caronas momentâneas na disputa de músicas entoadas por uns e por outros. Cada cidade possuía seu local de corso, e o do Rio de Janeiro ocorria, principalmente, na avenida Rio Branco (antiga avenida Central), mas a certa altura, em vários carnavais o corso se prolongava à avenida Beira-Mar, atingindo o Flamengo e Botafogo até o Pavilhão Mourisco, no final da praia.

Quase conseqüência do corso — que desapareceu com o advento das limusines e carros fechados — as batalhas de confete ocorriam em locais determinados que possuíssem torcidas bairristas organizadas ou blocos fortes para desenvolver a disputa — uma competição de canto, dança na rua e corso (nem sempre). Nas semanas ou meses que antecediam o tríduo de Momo, essas torcidas ou blocos organizavam as festas em que se gastavam quilos de confete e serpentina, litros de lança-perfume, e em que se dava a disputa entre as preferidas de cada agremiação. Tais batalhas se prolongavam, às vezes, até o amanhecer, algumas superando a empolgação dos dias de carnaval "legítimo". Pois ali se exibiam os blocos, os ranchos e os foliões avulsos.

Blocos, ranchos, grandes sociedades. No carnaval de rua era comum o "trote" e os blocos de sujos. O encontro de blocos resultava, às vezes, em batalhas campais de sopapos. Nos desfiles, entre os anos 1919 e 1939, destacavam-se os tradicionais ranchos, que desfilavam às segundas-feiras. Havia ainda as grandes sociedades, com seus carros alegóricos, repletos de mulheres bonitas, alegorias mitológicas, históricas e cívicas; carros de crítica política encerravam, no fim da noite de terça-feira gorda, os festejos. Tais agremiações se chamavam Tenentes do Diabo, Pierrôs da Caverna, Clube dos Democráticos, Fenianos, Congresso dos Fenianos, Clube dos Embaixadores etc.

A grande concentração popular se fazia na avenida Rio Branco, da Cinelândia até a rua do Ouvidor. A classe média alta preferia as imediações do Jóquei Clube, entre a avenida Almirante Barroso e a rua Araújo Porto Alegre. Alguns levavam seus próprios assentos, cadeiras e banquinhos, mais tarde substituídos por palanques e arquibancadas montados pela prefeitura. A segunda-feira era célebre não só pelo desfile de ranchos — que usavam fogos de artifícios coloridos –, mas também porque os freqüentadores do baile do Municipal eram observados pelo populacho, que ia admirar-lhes as fantasias. A Galeria Cruzeiro, hoje edifício Av. Central, era o ponto focal do trecho entre a rua São José e a avenida Almirante Barroso, a área de maior animação dos carnavalescos tradicionais, que cantavam e dançavam ao som das músicas lançadas nos palcos dos teatros de revista e nas emissoras de rádio.



Escrito por pedradasambanope às 17h22
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Escolas de samba. As "escolas de samba" nasceram de redutos de diversão das camadas pobres da população do Rio de Janeiro, em sua quase totalidade negros. Reuniam-se para cultivar a música e a dança do samba e outros costumes herdados da cultura africana, e quase sempre enfrentavam ostensiva repressão policial. Para a formação desses redutos contribuiu decisivamente a migração de populações rurais nordestinas, que, atraídas para a capital em fins do século XIX, introduziram um mínimo de organização e de sentido grupal ao carnaval carioca, até então herdeiro do entrudo português.

No entanto, a denominação "escola" só vai surgir em 1928, com a criação da Deixa Falar, no bairro do Estácio. Ismael Silva (1905-1978), seu fundador, explicava o termo como decorrência da proximidade da Escola Normal, no mesmo bairro, o que fazia os sambistas locais serem tratados de "professor" ou "mestre". Posteriormente surgem diversas outras escolas, entre as quais Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca. No começo, pouco se distinguiam dos blocos e cordões, com ausência de sentido coreográfico e sem qualquer caráter competitivo. Com o tempo, transformam-se em associações recreativas, abertas, cuja finalidade maior é competir nos desfiles carnavalescos, transformados em atração máxima do turismo carioca. De tal forma agigantam-se, que seus encargos — a partir da década de 1960 — equivalem aos de uma empresa, o que as obriga a funcionar por todo o ano, promovendo rodas de samba e "ensaios" com entrada paga, maneira de amenizarem os gastos decorrentes da preparação dos desfiles.

Com a oficialização dos desfiles, a partir de 1935, as escolas passam a receber subsídios da prefeitura, transformando-se, a partir de 1952, em sociedades civis, com regulamento e sede, elegendo periodicamente suas diretorias, inclusive um diretor de bateria, que comanda os instrumentos de percussão, e um diretor de harmonia, responsável pelo entrosamento de canto e orquestra. A escola desfila precedida de um abre-alas (faixa que pede passagem e anuncia o enredo) e da comissão de frente (dez a quinze sambistas, representando simbolicamente a diretoria da escola). A seguir, pastoras (antigas dançarinas dos ranchos), fazendo evoluções; mestre-sala e porta-bandeira; destaques; academia (coro masculino e bateria). O restante divide-se em alas, geralmente com coreografias especiais, e carros alegóricos. Apresentam sempre um tema nacional — lenda ou fato histórico — expresso no samba-enredo, base de todo o desfile.

Até 1932, quando foi organizado o primeiro desfile, as escolas limitavam-se a percorrer livremente as ruas, acompanhadas por populares. Naquele ano, o jornal Mundo Esportivo organizou um desfile na praça Onze, de que participaram dezenove escolas, saindo vitoriosa a Estação Primeira de Mangueira. No ano seguinte o número de concorrentes subiu para 29 e o desfile foi promovido pelo jornal O Globo, saindo vitoriosa novamente a Mangueira. Em 1934, ano em que foi fundada a União Geral das Escolas de Samba, a competição foi realizada no dia 20 de janeiro, em homenagem ao prefeito Pedro Ernesto, e a Mangueira alcançou o tricampeonato.

O interesse em fomentar a competição com atração turística começou em 1935, quando o certame foi apoiado pelo Conselho de Turismo da Prefeitura do então Distrito Federal, obtendo a Portela sua primeira vitória, ainda com o nome de Vai Como Pode. A partir daí, já estabelecido como promoção oficial do carnaval carioca, o desfile foi realizado sem interrupção, exceto nos anos de 1938 e 1952, quando as chuvas impediram a promoção.

O modelo se estendeu a todas as capitais brasileiras, excetuando-se duas: Salvador da Bahia e o conjunto Recife-Olinda, em Pernambuco.



Escrito por pedradasambanope às 17h21
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Musica:

BATERIA


 
Surdo de primeira
É o maior surdo e o que dá o andamento principal ao samba, servindo como base. Os puxadores se guiam por ele para não acelerar ou desacelerar o canto do samba. Em geral, há um surdo de primeira junto aos puxadordes, como guia. Tem uma afinação mais forte e mais aguda do que a dos surdos de resposta.

Surdo de segunda
É a resposta ao surdo de primeira. Serve como sustentação para o samba no momento em que o surdo de primeira está 'parado', sendo um contraponto.

Surdo de terceira
Aparece entre os outros dois (um pouco antes do surdo de segunda). Serve para dar um molho especial à cadência, quebrando a dureza dos outros surdos e dando um balanço à marcação. A batida varia de escola para escola, pois cada uma utiliza um tempo de corte.

Caixa de guerra
É o que dá o som característico ao samba. Só com o som da caixa já se pode identificar uma escola de samba. É sempre tocado com duas baquetas, e tem duas cordas sobre o 'couro' que dão uma afinação diferente. Marca o andamento, mas permite floreios que não ocorrem nos surdos. A forma como se toca uma caixa varia também de escola para escola: algumas utilizam o instrumento embaixo, na altura da cintura, tocando normalmente com as duas mãos; outras põem a caixa 'em cima', utilizando uma mão como apoio e a outra livre. O tarol é uma caixa de guerra mais fina. O som é muito semelhante, e o tarol, em tamanho, equivale a 'meia caixa'.

Repique
É uma resposta à caixa. É bastante utilizado nas paradinhas e nas viradas do samba, como 'senha' para a volta dos demais instrumentos. Antigamente, utilizava-se predominantemente o repique nas paradinhas. Hoje, já admite-se o uso de chocalhos, tamborins e outros, enquanto o resto da bateria silencia.

Chocalho
É formado por várias fileiras de 'chapinhas'. Há chocalhos com duas, três, quatro, cinco e até seis fileiras. Não há uma grande diferença no som dos chocalhos devido ao número de fileiras (mas uma maior quantidade de fileiras produz um som mais forte). Esse instrumento aparece mais nos refrões, e fica passagens inteiras do samba sem ser tocado. O chocalho ajuda a caixa a dar o suingue do samba, mas é mais leve.

Tamborim
É um dos instrumentos mais importantes, já que faz todo o desenho do samba. Enquanto os surdos e a caixa fazem uma marcação contínua, o tamborim faz diferentes bossas no samba. Sua baqueta pode ter ponta única ou múltipla, o que produz sons diferentes. Por sua importância dentro da bateria, o naipe de tamborins costuma ter diretores específicos para ele.

Cuíca
O som da cuíca é produzido através de uma pequena haste que fica em seu interior, que puxa um esticadíssimo couro que reveste o instrumento. Seu andamento é dependente da marcação dos surdos, que são seguidos pela cuíca. As cornetas e outros apetrechos que aparecem em algumas cuícas na Avenida são meramente decorativas.

Agogô
Tem um dos sons mais agudos da bateria. A bateria do Império Serrano é famosa por privilegiar seu naipe de agogôs, o que acabou por se tornar uma das maiores marcas da escola. Em 2001, serão mais de 50 agogôs na bateria da verde-e-branco de Madureira.

Reco-reco
Formado por uma haste e um pedaço de madeira (ou metal), seu som é produzido pelo atrito entre essas partes. Algumas baterias já não têm mais reco-recos entre seus ritmistas, mas muitas ainda mantêm esse instrumento. O instrumento observado à esquerda é feito de metal, assim como sua vareta.

Pandeiro
Dá um ritmo característico ao samba, mas tem um som pouco audível no conjunto da bateria. Por isso, muitas escolas aboliram o pandeiro de suas baterias. É usado como 'alegoria' por muitos ritmistas, que o tocam para as mulatas sambarem e fazem coreografias.

Prato
Outro instrumento utilizado basicamente como 'alegoria' pelos ritmistas. Em geral, as escolas têm uma ou duas pessoas com o prato, à frente da bateria, sambando e fazendo malabarismos com os pratos. O som, produzido pela batida de um prato no outro, é bastante forte.



Escrito por pedradasambanope às 17h19
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COMPONENTES:


 
ALEGORIAS E ADEREÇOS
As alegorias são os carros ou tripés que vão contando o enredo com destaques sobre elas. As alegorias não podem ultrapassar oito metros e cinquenta centímetros de largura e nove metros e oitenta centímetros de altura. Nenhuma alegoria pode ser movida à tração animal, nem carros motorizados. Para a concepção das alegorias serão dadas notas de 02 a 04 que valerão para a capacidade da escola em criar carros que explorem as potencialidades do enredo. 

Os carros alegóricos costumam ser os chamarizes dos desfiles. É um segredo que muitos carnavalescos preferem guardar para apresentar apenas no dia dos desfiles. Quanto mais efeitos visuais, mais extasiado fica o público. Mas o júri não está preocupado em promover espetáculo hollywoodiano. Ele preocupa-se em dar notas de 03 a 06 na realização dessas alegorias, de como os carnavalescos criaram formas originais para adequar o enredo à beleza desses carros. 

O júri não esquece que nos carros devem estar presentes os elementos do enredo. De nada adianta colocar carros fantásticos que nada tenham a ver com o enredo. Por mais magnífico que seja, se não estiver dentro do enredo, o jurado certamente não dará notas máximas.
 
BATERIA
É o coração da escola, uma verdadeira orquestra de percussão. Cada estilo de uma agremiação faz com que o número de componentes seja diferente, porém, o número mínimo exigido é de 200 ritmistas (Hoje as escolas contam , em sua maioria, com 400 integrantes).Aquela que levantar a galera, unindo criatividade e técnica, obterá vantagem sobre as outras. 
COMISSÃO DE FRENTE
A Comissão de Frente é o cartão de visitas da escola e requer um esmero especial. Como que para dar as boas-vindas e apresentar a escola que a sucede, essa comissão apresenta-se de maneira tradicional, com reverência e de modo adequado ao enredo. Para o item apresentação, as notas variam de 03 a 06, e a coreografia previamente ensaiada conta valiosos pontos. A comissão é um resumo do enredo, anunciando o desenrolar do enredo da escola. 
Por isso sua indumentária (notas de 02 a 04) tem de ser adequada. Se for tradicional, os integrantes apresentam-se de smoking ou fraques ou ternos, com chapéus saudando o povo. Ou então de maneira original criativa como um tira-gosto para a apresentação da escola. As fantasias têm ser bem-acabadas, a uniformidade também é imprescindível, assim como a adequação dos materiais. A comissão de frente é o primeiro contigente humano a pisar a Avenida.
 
CONJUNTO
É a visão geral do desfile. As notas vão de 05 a 10. Os jurados desse quesito estão atentos para todos os componentes, para todo o desfile. Eles precisam estar atentos para a unidade da Escola, tanto para a musical quanto para a dramática e a visual, e como a escola se apresenta na sua totalidade, com alegria, com os carros bem integrados ao enredo, com a história bem contada. Os jurados têm de estar atentos para os detalhes que vão formar o todo, desde as cores das fantasias, sua funcionalidade para contar o enredo, a originalidade, o samba bem cantado, a bateria afinada e a empolgação da escola.
 
ENREDO
A tarefa de um juiz de enredo é basicamente observar a idéia do enredo, a criação artística desse enredo que vai contar uma história ao longo da passarela. Para essa concepção o jurado dá notas de 02 a 04 atentando para a originalidade, a criatividade e basicamente o roteiro, já que ele define a forma do enredo, o encadeamento das partes, o entrosamento das alas, sua sequência e sua lógica interna.
Notas de 03 a 06 são dadas para a realização desse enredo, a clareza do argumento, o acompanhamento fácil do argumento. Nesse item ainda contam pontos a harmonia do tema com o espetáculo, a maneira original como ele é feita e os elementos que enriquecem a história. O importante é que o enredo se desenrole de maneira fácil, fluída, que todos possam compreender sem maiores complicações e subentendidos.
 
EVOLUÇÃO

Neste quesito a empolgação do componente é fundamental. O item Movimentação dos desfilantes tem notas de 03 a 06 que vai julgar o andamento da dança, no ritmo do samba, de acordo com a cadência imposta pela Bateria. Os componentes vão ter de mostrar sua empolgação, a vibração, a espontaneidade e o vigor. Já no item coesão do desfile as notas vão de 02 a 04 e o que prevalece é naturalmente a coesão do desfile, que se evite os buracos entre uma ala e outra a não ser os espaços deixados propositadamente para as alas de passo marcado pôr exemplo, ou o espaço exigido para a evolução do mestre-sala e da porta-bandeira. Quanto mais compacta a escola, mais pontos ela obterá.
 
FANTASIAS
As fantasias têm, pôr definição, explicar o enredo, mostrar a ação, esclarecer ao público a história que a escola está contando. Elas vão mostrando, em diversas alas, a conteúdo do enredo. E devem ser adequadas ao enredo. Por exemplo, uma escola que fale do descobrimento do Brasil não pode ter alas fantasiadas de personagens da Disneylândia ou a turma da Mônica ou ainda a Xuxa. As notas de 02 a 04 vão para a concepção dessas fantasias, como o carnavalesco e o figurinista pensaram essas fantasias para melhor contar sua história. A criatividade dessas fantasias, a variedade, a criação e o estilo desses figurinos.

As notas de 03 a 06 vão para a forma como a criação artística dessas fantasias se apresenta na avenida. São os efeitos dessas fantasias, o impacto das cores e das formas durante o desfile e a adequação dos materiais sempre ligados ao enredo. Contará ponto também a maneira como foi concebida a fantasia de forma a permitir que os componentes possam pular e sambar sem estarem presos a couraças.

Os acabamentos, os cuidados com a confecção e a uniformidade dos detalhes também são levados em conta. Por isso os carnavalescos têm de estar atentos para que os sapatos, os biquínis, calções, chapéus, meias, entre outros, estejam iguais, nos mesmos tons, mesma cor, pois qualquer deslize pode custar alguns pontos a menos.
 
HARMONIA
Nesse quesito há subdivisão em dois itens; o da harmonia do canto (notas de 02 a 05) e harmonia do samba (notas de 03 a 05). A harmonia do canto é a constatação da perfeita igualdade do canto, da letra e melodia do samba pela totalidade dos componentes da escola. Caso uma escola "atravesse o samba", quando uma parte da escola canta uma estrofe do samba e a outra entoa outra estrofe diferente, há perda substancial de pontos porque a harmonia do samba está desfeita. É importante que os jurados de Harmonia atentem para a continuidade e inalterabilidade do samba, assim como a manutenção de sua tonalidade.

Já na harmonia do samba, o que prevalece é o entrosamento da melodia do samba com o ritmo. A Harmonia é o entrosamento entre o ritmo e o canto observando-se a distribuição dos componentes da escola. Os mestres de harmonia costumam ser os intrépidos sambistas que percorrem todas as alas preocupados o tempo todo em não deixar a escola atravessar. Com apitos e megafones, eles mantêm essa unidade que só faz aumentar a beleza dos desfiles.
 
MESTRE-SALA E PORTA-BANDEIRA
O casal que desempenha este papel representa a escola na avenida, como símbolos da entidade, apresentando a bandeira da escola ao público. Qualquer tropeço ou um movimento inadequado (como deixar a bandeira bater no mestre-sala) de acordo com as rígidas regras pode fazer a escola perder pontos.
 
SAMBA-ENREDO
O samba-enredo, como o próprio nome diz, tem de absorver o enredo proposto pela escola, procurando não fugir dele. A simplicidade pode ser a chave. O uso de refrões fortes e a conseqüente lembrança pelo público, que cante junto durante o desfile, são pontos fundamentais na hora da votação.



Escrito por pedradasambanope às 17h18
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REGULAMENTO:


 
As Escolas de Samba que participarão das apresentações no domingo (10 de fevereiro) e segunda (11 de fevereiro) aprovaram diversas alterações no regulamento, tudo para aumentar a competitividade e melhorar a qualidade do espetáculo oferecida ao público. 
As alterações já aprovadas são as seguintes: 

CONCENTRAÇÃO
As escolas ímpares (São Clemente, Unidos da Tijuca, Tradição e Beija-Flor no domingo; Porto da Pedra, Império Serrano, Imperatriz Leopoldinense e Portela, na segunda) concentrarão no lado do prédio dos Correios; as escolas pares (Caprichosos de Pilares, Grande Rio e Salgueiro, na primeira noite de desfiles; Mangueira, Mocidade e Viradouro, na segunda noite de apresentação), irão se preparar para os seus desfiles no lado do prédio conhecido como Balança Mas Não Cai. 

TEMPO DE DESFILE
Aumentou em cinco minutos, tanto o mínimo, quanto o máximo. Assim, todas as agremiações deverão desfilar no mínimo em 70 minutos e, no máximo, em 85 minutos. 

ACESSO E REBAIXAMENTO
Apenas a 14ª colocada do Grupo Especial, em 2002, será rebaixada para o Grupo de Acesso A. Com isso, também somente uma Escola será promovida, ou seja, apenas a campeã do Grupo de Acesso A, em 2002, passará a integrar o Grupo Especial.. 

NOTAS 
Em 2002, os julgadores poderão avaliar as Escolas de Samba com notas variando de 7,0 (sete) a 10,0 (dez). Mais um detalhe: as notas poderão ser totalmente fracionadas, decimalmente. Exemplo: 7,1 (sete vírgula um); 7,2 (sete vírgula dois); 7,3 (sete vírgula três); 7,4 (sete vírgula quatro); ... ; 9,6 (nove vírgula seis); 9,7 (nove vírgula sete); 9,8 (nove vírgula oito); 9,9 (nove vírgula nove) e, 10,0 (dez). 

JULGADORES
Como em 2001, serão 40 - quatro para cada um dos dez quesitos (bateria, samba-enredo, enredo, harmonia, evolução, conjunto, fantasias, mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, alegorias) -, mas todas as notas serão válidas para a apuração da grande campeã do Carnaval. 

DISPERSÃO
As Escolas não mais perderão pontos no caso de atrasarem a retirada de seus carros alegóricos da área de dispersão, mas pagarão multas equivalentes a 45.000 UFIRs. 

Além das alterações já aprovadas, presidentes, carnavalescos e diretores de carnaval de todas as Escolas de Samba do Grupo Especial começam nesta quarta-feira, dia 27 de junho, a discutir no plenário da LIESA o Manual do Julgador,para dirimir qualquer dúvida que possa existir e buscar o aprimoramento na avaliação dos julgadores.




Escrito por pedradasambanope às 17h17
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